
Sua Santidade e CEO da Igreja Católica Germânico-romana, Bento 16, acaba de desativar o Limbo, a enorme ante-sala do céu para onde eram destinadas todas as crianças que batiam as botinhas antes de ser batizadas. A repartição havia sido criada no século V, pelo bispo de Hipona, Agostinho, quando a Igreja estava sob a administração de Celestino I. O objetivo era servir de abrigo para as pessoas que não eram mazinhas o bastante para ir para o Inferno ou para o Purgatório nem limpinhas o suficiente para entrar no Céu, já que não haviam sido lavadas nas águas batismais.
A maioria dos inquilinos do Limbo acabou sendo crianças não batizadas, pois que, uma vez adulto, era difícil não dar uma pecadinha que valesse uma estadia com o Coisa Ruim. A preocupação de Agostinho tinha sentido, essa criançada iria emporcalhar as nuvens branquinhas do Paraíso com os seus Pecadinhos Originais. Portanto era melhor que ficassem em uma creche separada e assim evitar a ira de Deus e o conseqüente aumento de suas madeixas brancas.
Com a globalização, porém, ficou difícil diferenciar o Pecado Original de Fábrica de seus congêneres pirateados. Atualmente, cerca de um quinto do pecado dito original do mundo nasce na China, é contrabandeado em navios para os Estados Unidos, confessado no Brasil e perdoado na Itália. A salada mundial confundiu o setor de triagem do Paraíso e foram encontradas no Limbo muitas almas que não tinham o Pecado Original, mas uma imitação paraguaia barata do deslize de Adão e Eva.
Ao alvorecer do Século XXI, o Vaticano logo viu que não valeria a pena exigir batistério (certificado que o cristão foi batizado) para conceder a cidadania celestial e autorizou o Departamento de Migração a carimbar os passaportes dos moradores do gueto do Limbo. A decisão veio após meses de discussão da alta diretoria do Vaticano e acabou sendo protocolada pelo CEO, Bento XVI.
Para evitar desemprego no andar de cima, os anjos lotados na unidade deverão ser remanejados para o Céu ou enviados para o Rio de Janeiro, a pedido do governador Sérgio Cabral. O ato eclesiástico animou a comunidade excluída internacional - em especial os gays, descasados e simpatizantes – que agora pressiona a Santa Sé para extinguir também o Inferno. Eles querem passar a eternidade do mesmo modo como vivem aqui: ao lado de Deus.
A maioria dos inquilinos do Limbo acabou sendo crianças não batizadas, pois que, uma vez adulto, era difícil não dar uma pecadinha que valesse uma estadia com o Coisa Ruim. A preocupação de Agostinho tinha sentido, essa criançada iria emporcalhar as nuvens branquinhas do Paraíso com os seus Pecadinhos Originais. Portanto era melhor que ficassem em uma creche separada e assim evitar a ira de Deus e o conseqüente aumento de suas madeixas brancas.
Com a globalização, porém, ficou difícil diferenciar o Pecado Original de Fábrica de seus congêneres pirateados. Atualmente, cerca de um quinto do pecado dito original do mundo nasce na China, é contrabandeado em navios para os Estados Unidos, confessado no Brasil e perdoado na Itália. A salada mundial confundiu o setor de triagem do Paraíso e foram encontradas no Limbo muitas almas que não tinham o Pecado Original, mas uma imitação paraguaia barata do deslize de Adão e Eva.
Ao alvorecer do Século XXI, o Vaticano logo viu que não valeria a pena exigir batistério (certificado que o cristão foi batizado) para conceder a cidadania celestial e autorizou o Departamento de Migração a carimbar os passaportes dos moradores do gueto do Limbo. A decisão veio após meses de discussão da alta diretoria do Vaticano e acabou sendo protocolada pelo CEO, Bento XVI.
Para evitar desemprego no andar de cima, os anjos lotados na unidade deverão ser remanejados para o Céu ou enviados para o Rio de Janeiro, a pedido do governador Sérgio Cabral. O ato eclesiástico animou a comunidade excluída internacional - em especial os gays, descasados e simpatizantes – que agora pressiona a Santa Sé para extinguir também o Inferno. Eles querem passar a eternidade do mesmo modo como vivem aqui: ao lado de Deus.